quarta-feira, 21 de outubro de 2009
ORQUÍDEAS
Desde a minha adolescência tenho um encanto especial pelas orquídeas.
Sempre ouvi dizer que são flores eternas. Basta um pouco de água (pouca mesmo), pouco sol pra que você tenha um exemplar pra sempre.
Isso sempre mexeu muito comigo. Não sei explicar porquê.
Talvez o fato de ser uma flor tão linda e tão delicada mas ao mesmo tempo muito resistente. Forte é a palavra. Não precisa de cuidados diários e extenuantes, basta um ambiente adequado e pouca água por semana para que você a mantenha sempre viva, e linda.
A flor é tão bela e misteriosa que a impressão que tenho é que durante todo o ano a natureza esculpe cada detalhezinho que comporá o espetáculo, formando um colorido cacho que só voltará a florescer no ano seguinte.
É certo que uma obra de arte demanda tempo para ser elaborada.
Os detalhes da flor são impressionantes. Exala feminilidade mantendo a robusteza.
Quando suspensa em um tronco de árvore, cria raízes aéreas e retira do ar a umidade para viver. Liberdade. Nem das regas precisa mais.
Feminina. Delicada. Preciosa. Forte. Perfeccionista. Misteriosa. Independente.
Talvez o encanto que essa flor exerça sobre mim seja uma identificação de suas principais características com o meu ideal de vida. Talvez o de qualquer mulher.
Digo o ideal, vez que meus medos e inseguranças me afastam do mistério e riqueza da existência de uma flor como esta.
Talvez por isso eu me cerque delas. Quem sabe a presença delas em meu jardim me traga a sensação de estar cada vaz mais perto de alcançar a sintonia entre os meus atos e as suas consequências, com segurança das minhas decisões.
Querer já é um começo.
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