sexta-feira, 17 de julho de 2009

PRIMEIROS ERROS

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Enquanto estava eu aqui imersa em documentos, processos e livros jurídicos, tocava no meu PC uma lista aleatória de músicas que tenho arquivadas.
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Uma delas, em especial, me chamou a atenção. É uma música que particularmente eu gosto muito, daquelas que mesmo inconscientemente você começa a entoar mexendo os lábios e balançando o corpo quando escuta. Dá vontade de cantar.
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A letra da música pode parecer um tanto quanto desconexa, metafórica, mas o refrão em especial foi o que me chamou à reflexão; a música de que falo é "Primeiros Erros" do Kiko Zambianchi, e a frase é:
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"Se um dia eu pudesse ver
Meu passado inteiro
E fizesse parar de chover
Nos primeiros erros"...
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Será mesmo que eu queria fazer parar de chover nos primeiros erros?
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Já cometi erros lindos na minha vida. Muitos deles me abalaram muito, mas a lição sempre é maior. Se eu não errasse, como poderia aprender? O que eu sou hoje devo, e muito, aos meus erros do passado... E gosto de ser assim.
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A vida é sempre feita de escolhas. E como vou saber se optei pelo certo se eu não seguir esse provável caminho? Mesmo que ao final eu entenda não ser aquela opção a mais adequada, quem me garante que a outra seria?
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Divagar sobre isso me leva ainda a afirmar que é muito relativo o conceito de certo e errado. Nada é imutável. Não existem padrões pré-definidos sobre erros e acertos. Isso definitivamente não existe. O que por um ângulo pode parecer certo, noutra visão não o é. Nada é perfeito em se tratando de emoções, relacionamentos e atitudes humanas.
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Parafraseando Caetano, "Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é".
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Ou seja, falar de mim é fácil. O difícil é ser eu.
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