quinta-feira, 16 de abril de 2009

Caso Sean




"Sean diz a peritas que quer ficar no Brasil"



Quero ver qual é o juiz capaz de tirar uma criança de seu LAR (Lugar de Amor e Respeito) e levar para longe de seus círculo de afetividade.


É engraçado como têm pais que acreditam que os dez minutinhos que contribuíram para "encomenda" de uma criança lhe garante pleno direito sobre ela, como se ele fosse o dono e a criança sua propriedade.


A paternidade é um exercício constante de doação, respeito, carinho, entrega, preocupação, orientação, cuidados, etc.


Além disso, a ligação de afeto entre pais e filhos (e não puramente biológica) torna o ser humano (pai) capaz de qualquer sacrifício por seus filhos. Nessa hora o orgulho naufraga, pois quem é pai e mãe de verdade, coloca seus filhos à frente de si mesmo. As coisas são assim desde que o mundo é mundo.


Nenhuma pessoa que exerce uma paternidade responsável vai seguir os conselhos de seus advogados e passar quatro anos sem ver o seu "filho amado" para não descaracterizar o crime de sequestro internacional. Abriu mão de seu filho para punir a mãe. Simples assim. Que amor é esse?


Para concretizar uma manobra jurídica infame (como tantas que vemos nos nossos tribunais) esse senhor perdeu única a oportunidade de fazer parte do universo de seu filho, de contribuir para sua formação e plantar nele uma sementinha de amor. Perdeu não só a oportunidade, mas também o processo. E a derrota transcende o ambito processual para se tornar também uma derrota moral, constatada pelas declarações da criança.


Esse senhor deixou de ser referência para a criança. Ele não pode ser chamado de "Pai", pois a sua função parental ficou restrita ao registro de nascimento do menino. Pai, só se for de papel. Para a criança, ele se alocou na função de "genitor" (termo jurídico que designa aquele que gera ou que gerou), somente isso.


Há ainda que rebater o argumento de que a paternidade do garoto lhe foi "roubada" pelo padastro. Ninguém rouba o lugar de ninguém no coração de uma pessoa, apenas se ocupa um lugar vazio. Se no coração do Sean o lugar do "Pai" hoje é ocupado pelo padastro (Pai afetivo), é porque não tinha ninguém lá quando ele chegou.


Os adultos são muito complicados, mas as crianças não têm nenhuma culpa disso. Para a criança tudo é simples. Ela vai querer estar perto de quem lhe dá amor e carinho de verdade. E quem pode ir contra o coração de uma criança?


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